domingo, 5 de dezembro de 2010

Levantamento ambiental analisa trabalho em indústria de café

Foto: Arquivo pessoal

O café é importante para o Brasil desde a época do Império. O produto se adaptou tão bem ao solo e clima brasileiro que quatro anos após o estabelecimento da cultura no País, em 1727, já ocorriam as primeiras exportações.

Segundo a ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), o Bra­sil ainda é o principal exportador do produto, com uma exportação média, nos úl­timos três anos, de 28,3 milhões de ­sacos.

Em indústria de torrefação e moagem de café não é necessário um enorme parque industrial devido ao processo de produção não apresentar grandes complexidades, porém, como qualquer outro processo, requer prática intensa e largos conhecimentos técnicos.

Fornalha, torrador, moinho e embalado­res são, em geral, os equipamentos utiliza­dos no processo industrial.

A torrefação inclui um processo de secagem intensa e, para isso, o torrador precisa ser alimentado com o ar aquecido ge­rado, aquecendo a máquina para que o ca­fé seja torrado. A produção de calor pode ser realizada por meio de uma fornalha ali­mentada com madeira.

O torrador geralmente é instalado em frente à unidade de calor para que receba aquecimento. Esse equipamento tem por finalidade realizar a torrefação do café com temperatura variando entre 150 e 200 graus.

Já a função do moinho é triturar os grãos torrados até virarem pó. Além ­disso, no moinho também é possível controlar a granulometria das partículas por meio de peneiras específicas para a máquina.

Embaladores, como o próprio nome já diz, têm a função de embalar o café em pó para ser comercializado. Os tipos de em­balado­res existentes são: à vácuo, o tipo almo­fada e os que embalam em recipientes.
EPIsPara a indústria de alimentos, recomendam-se os seguintes EPIs: uniforme de cor clara, protetores auditivos, máscaras respiratórias específicas para cada atividade, luvas, botas de segurança, capacete e óculos de segurança.

Os uniformes (jaleco, touca e avental) de cor clara são mais perceptíveis para identificar manchas de resíduos alimentares e a necessidade de trocá-los. Quanto ao tecido a ser usado, o melhor resulta­do a que se chegou é de uma mistura entre o algodão natural e fibras de poliéster. Não se desgasta com facilidade e não perde as cores. Esse tecido é o mais favorável para evitar a proliferação da contaminação, pois o poliéster é liso e não permite a adesão de bactérias. As fibras de poliéster têm uma resistência 100% superiores às de algodão puro e, durando mais, exigem menor capital de giro. A na­tureza e a estrutura das fibras não favorecem a fixação da sujeira, gastando menos quantidade de detergente na lavagem, empregando-se também menor tempo na lavagem, secagem e passagem.

Os protetores auditivos (plug ou concha) são geralmente utilizados por trabalhadores da indústria que lidam com máqquinas ruidosas por longos períodos de tempo. A atenuação de ruído dos proteto­res é relacionada ao conforto e à aceitação, considerados na seleção do protetor auditivo a ser utilizado. Os protetores de ouvido são classificados com `taxas de redução de ruídoÂ’ (NRRs, de Noise Reduc­tion Rates, ou SNR na U­nião Europeia), que possibilitam a escolha do tipo de proteção de acordo com o nível de decibéis ao qual o indivíduo estará exposto.

O uso de máscara para a boca e o nariz é recomendável para os casos de manipulação direta dos produtos sensíveis à contaminação. Após a recolocação da más­cara, deve-se higienizar as mãos. No caso do uso de máscaras, as mes­mas devem ser descartáveis e trocadas, no máxi­mo, a cada 30 minutos. Ainda é ­necessário um intensivo treinamento e conscientiza­ção do funcionário quanto à utilidade e ao seu uso correto.

As luvas são utilizadas de acordo com a natureza do serviço, podem ser úteis co­mo proteção do operador em relação ao produto manipulado, servindo ainda para melhorar as condições sanitárias do pro­ces­samento. As luvas devem ser mantidas limpas e em perfeitas condições sanitárias. O fato de usar luvas não significa que o manipulador esteja isento de hi­gienizar e desinfetar suas mãos, antes e após o seu uso.

As botas, calçados e botinas de segurança protegem os pés, dedos e pernas contra riscos de origem térmica, umidade, produtos químicos, quedas, etc.

O capacete é um equipamento de segu­rança imprescindível, pois protege o trabalhador de impactos no crânio, choques elé­tricos e no combate a incêndios. Os óculos de segurança representam uma pe­ça de proteção para os olhos contra proje­ção de objetos e respingos de diversas subs­tâncias.

Os cabelos devem estar totalmente cobertos e protegidos, por meio de rede própria, touca, gorro ou similar, não utilizando-se grampos para sua fixação. Anéis, brincos, colares, pulseiras, amuletos e ou­tras joias não são permitidas durante o trabalho, devido à dificuldade de desinfec­ção, além do perigo de se soltarem e caírem no produto.
Fonte: Revista Proteção Autores: Aldiney Pinehiro e Rafael Costa



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